Elaine & cia


29/06/2008


Quando as crianças fazem Uau! (Giuseppe Povia)

Quando as crianças fazem Uau!
tem um ratinho
quando as crianças fazem Uau!
tem um cachorrinho
tem uma coisa que eu sei
que nunca mais irei rever
é um lobo mau que dá um beijinho
num carneirinho


 

E as crianças fazem Ei!
me dá a mão, porque me deixa só
sem ajuda de ninguém
sem qualquer um ninguém pode virar um homem
uma boneca ou robô
talvez, talvez brinquei um pouco
mas com um dedinho em alta voz
ao menos eles, é?, fazem as pazes
e cada coisa nova é uma surpresa
até quando chove
as crianças fazem Uau!, olha que chuva

 

Quando as crianças fazem Uau!
que maravilha, que maravilha,
mas que bobo, veja só, olha só,
eu me envergonho um pouco,
já não sei mais fazer Uau!
e fazer tudo como eu quero
porque crianças falam sempre
falam tudo, tudo que pensam

 

As crianças são muito sinceras,
mas têm tantos segredos,
como poetas
e as crianças se ocupam com fantasias e com poucas mentiras
oh mama mia.bada
e mas tudo é claro e transparente
quando um adulto chora
as crianças fazem Ei!
você fez um dodói, a culpa é tua,

Quando as crianças fazem Uau!
que maravilha, que maravilha,
mas que bobo, veja só, olha só,
e me envergonho um pouco,
já não sei mais fazer "Uau!"
não brinco mais numa gangorra,
não tenho a chave que abre a porta dos nossos sonhos

 

lalalalalalala

Escrito por Nana Tru às 12:20:54
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Quando as crianças fazem Uau!!! Giuseppe Povia

Enquanto os chatos fazem
Enquanto os chatos fazem
Enquanto os chatos fazem BÔ
tudo fica igual

 

Mas se as crianças fazem Uau!
ei, basta uma vogal,
eu me envergonho um pouco
e os adultos fazem NÃO
eu peço abrigo, eu peço abrigo,
como os leões, eu quero andar engatinhando
cada um é perfeito
e iguais na cor

e viva os loucos que perceberam e que o amor
é tudo uma história e tem as palavras
que eu não entendo
quero voltar a fazer Uau!
quero voltar a fazer Uau!
porque as crianças, falam sempre
falam tudo, tudo o que pensam


Escrito por Nana Tru às 12:15:09
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01/06/2008


Concurso de Fotografia Itaú


Estão abertas as incrições para o 14º concurso de fotografia Itaú BBA com os temas “Árvore Florida”, “Natureza Florida” e “Plantação Agrícola Florida”.

Os interessados deverão se inscrever até o dia 05 de setembro de 2008 e escolher uma entre as três categorias para participar. A premiação vai para o 1º ao 5º lugar e outras 50 fotografias que receberão uma menção honrosa pela participação.

Os prêmios:

1º lugar: 10 mil reais;

2º lugar: 7 mil reais;

3º lugar: 4 mil reais;

4º lugar: 1 mil reais;

5º lugar: 1 mil reais;

E 500 reais para as outras 50 fotos.

Para participar o inscrito deve ler atentamente o regulamento do concurso e enviar a foto impressa no tamanho 20×30 cm ou 24×30 cm pelos Correios.

Escrito por Nana Tru às 12:44:26
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Blogueira de coração...

Escrito por Nana Tru às 12:33:34
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29/03/2008


O menino azul

O menino quer um burrinho
para passear.
Um burrinho manso,
que não corra nem pule,
mas que saiba conversar.

O menino quer um burrinho
que saiba dizer
o nome dos rios,
das montanhas, das flores,
- de tudo o que aparecer.

O menino quer um burrinho
que saiba inventar histórias bonitas
com pessoas e bichos
e com barquinhos no mar.

E os dois sairão pelo mundo
que é como um jardim
apenas mais largo
e talvez mais comprido
e que não tenha fim.

(Quem souber de um burrinho desses,
pode escrever
para a Ruas das Casas,
Número das Portas,
ao Menino Azul que não sabe ler.)

Cecília Meireles

Escrito por Nana Tru às 10:55:02
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24/02/2008


Escrito por Nana Tru às 11:43:54
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13/12/2007


A AUTÓPSIA DA COISA
Millôr Fernandes

Tinha espírito de porco
Cérebro mecânico
E miolo de pão
Coração materno
Maus bofes
Estomago forrado
Bacia do Amazonas
Tripas de Judas
Nervos de aço
Sangue de barata
Artérias da cidade
E ossos do ofício

Trecho extraído do texto A COISA do livro "Tempo e Contratempo", Edições O Cruzeiro - Rio de Janeiro, 1954

Escrito por Nana Tru às 20:21:28
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22/10/2007


Escrito por Nana Tru às 20:05:21
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A importância da pontuação

Um homem rico estava muito mal. Pediu papel e pena. Escreveu assim:


Deixo meus bens à minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta do alfaiate nada aos pobres


Morreu antes de pontuar a frase.

A quem deixava ele a fortuna?

Eram quatro concorrentes.

1) O sobrinho fez a seguinte pontuação:

Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho. Jamais será paga a conta do alfaiate. Nada aos pobres.

2) A irmã chegou em seguida. Pontuou assim o escrito:

Deixo meus bens à minha irmã. Não a meu sobrinho. Jamais será paga a conta do alfaiate. Nada aos pobres.

3) O alfaiate pediu cópia do original. Puxou a brasa pra sardinha dele:

Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do alfaiate. Nada aos pobres.

4) Aí, chegaram os descamisados da cidade. Um deles, sabido, fez esta interpretação:

Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do alfaiate? Nada! Aos pobres.

Assim é a vida. A diferença está nos detalhes.

Escrito por Nana Tru às 20:04:53
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20/10/2007


Meus Oito Anos

Oh ! Que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais !
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras,
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais !

Como são belos os dias
Do despontar da existência !
- Respira a alma inocência
Como perfumes a flor;
O mar é - lago sereno,
O céu - um manto azulado,
O mundo - um sonho dourado,
A vida - um hino d'amor !

Que auroras, que sol, que vida,
Que noites de melodia
Naquela doce alegria,
Naquele ingênuo folgar !
O céu bordado d'estrelas,
A terra de aromas cheia,
As ondas beijando a areia
E a lua beijando o mar !


Oh ! dias da minha infância !
Oh ! meu céu de primavera !
Que doce a vida não era
Nessa risonha manhã !
Em vez das mágoas de agora,
Eu tinha nessas delícias
De minha mãe as carícias
E beijos de minha irmã !

Livre filho das montanhas,
Eu ia bem satisfeito,
Da camisa aberta o peito,
- Pés descalços, braços nus -
Correndo pelas campinas
À roda das cachoeiras,
Atrás das asas ligeiras
Das borboletas azuis !

Naqueles tempos ditosos
Ia colher as pitangas,
Trepava a tirar as mangas,
Brincava à beira do mar;
Rezava às Ave-Marias,
Achava o céu sempre lindo,
Adormecia sorrindo
E despertava a cantar !

.........................................................................................

Oh ! Que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais !
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras,
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais !


Casimiro de Abreu


Escrito por Nana Tru às 14:31:44
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14/10/2007


Escrito por Nana Tru às 13:36:17
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12/10/2007


A verdade e o chocolate



O chocolate vai me dizer sua idade. Não trapaceie.

1. Quantas vezes por semana você gostaria de comer chocolate? (deve ser um número entre mais de 0 vezes e menos de 10 vezes)

2. Multiplique este número por 2 (para que seja par)

3. Some 5

4. Multiplique o resultado por 50. Pode pegar a calculadora, eu aguardo

5. Se já fez aniversário em 2007 soma 1757. Se ainda não fez aniversário este ano soma 1756.

6. Agora diminua o ano em que nasceu (número de quatro dígitos).

O resultado é um número de três dígitos. O primeiro dígito é o número de vezes que você gostaria de comer chocolate por semana.

Os dois números seguintes são... a sua idade!

2007 é o único ano em que essa conta funciona. Então passe para 250 amigos chocólatras e você vai emagrecer 4 quilos em uma hora. =)

Escrito por Nana Tru às 16:48:17
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A vingança... huahauhauhauhhauah!!!!

Gênio

 
Lembrem-se. Gênios não existem

Três amigos encontram uma lâmpada com um gênio, que lhes diz:

- Sou um gênio expresso, posso lhes conceder 3 desejos, mas apenas um para cada um, o que querem ?

O primeiro pede:

- Eu quero ser imensamente rico.

- Muito bem, vá ao banco, peça seu saldo e verás.

O segundo pede:

- Eu quero parecer um galã de cinema.

- Pois bem, vá a tua casa e olhe-se no espelho.

O terceiro pede:

- Eu quero ser tremendamente inteligente.

O gênio lhe pergunta:

- Não se importa de menstruar todo o mês?

 

Escrito por Nana Tru às 16:16:38
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30/09/2007


Nudez

Um dia, lá in Min´Gerais, certa artura um capiau priguntô pro outro:

- Cumpade, uquê que ancê acha dessnegócio de NUDÊS?

Niqui o outro respondeu:

- Acho bão, sô!

O primeiro ficou assim pensativo, deu uma puxada no cigarrim de paia, baforô, deu um guspidão e priguntou de novo:

- Cê acha bão pru carzo di quê Cumpade?

E o outro:

- Uai! É mió NU DÊIS qui NU NOSSO, né não?

Escrito por Nana Tru às 14:18:18
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29/09/2007


Culpa dos crentes...

Um bêbado chega ao bar e pede uma bebida.

Do seu lado uma senhora distinta e religiosa querendo chamar a atenção do bêbado diz:

- O senhor sabia que o Brasil é o segundo país do mundo em consumo de álcool?

O bêbado responde:

- É curpa desses crente!

- Como culpa dos crentes? Os coitados nem sequer bebem álcool...

- Pois é, se eles bebessem um pouquinho, nóis já tava em primeiro!

 

Escrito por Nana Tru às 20:26:44
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